Tenho palavras que me explodem pela boca e uso os diferentes suportes de descarga a serviço dessas falas.”
Tenho palavras que me explodem pela boca e uso os diferentes suportes de descarga a serviço dessas falas.”
Aquilo que não foi dito. Aquilo que precisava ter sido dito. Aquilo que talvez agora esteja sendo dito. Pintando a óleo, comecei refletir sobre o fato dessa pintura acontecer em geral, sobre um tecido esticado num chassis de madeira. Passei a pensar como unir a minha capacidade de construir formas em tecidos com a técnica de pintura. Comecei a imaginar telas cúbicas, geométricas de chassis, evolui para a ideia de esticar roupas em chassis e um dia nasceu Dito! Uma pesquisa de roupas vintage somada ao meu pensamento dramaturgico. Quem havia vestido aquela roupa? O que teria feito? Quais as suas alegrias e tristezas? O que ela precisava ter falado e não conseguiu? Roupas não vestíveis, pintadas a óleo com aquilo que não foi dito. E agora está DITO! Dito simbolicamente para o universo. Dito simbolicamente pra mim. Dito para que todos os “eus” ouçam.