Cabelo exalta e envergonha.
Sonhava em carmim!
uma boca carnuda,
desenhada
e vermelha.
Ela sonhava porque eu não mais,
Era ela a boca destemida e incansável!
sem futuro.
Ela…
Andava olhando pelos chãos o que poderia colori-la.
Andava olhando pelo céu a esperança de colori-la.
A boca sofrida não se abatia.
Já eu, fui jogada no chão e ela se feriu.
mas doía.
Pobre boca!
Ela seguia ferida mas certa.
Já eu, levei um soco e ela se machucou
Avermelhou-se mais do que poderia.
Mais do que quereria.
Não ela!
mesmo me arrastando exaurido pela desesperança.
A saia curta mostrava pernas grossas.
O batom se acomodava com o bigode.
O top desenhava os seios no meu peito de pelos
desenhados.
Os saltos explodiam a sensualidade das panturrilhas.
As ondas de álcool me tornavam mais deslumbrante
a cada gole.
Quanto mais pobres, mais rica
Quanto mais velhos, mais jovem.
O cheiro dos abacaxis podres que caiam em volta do
mercado, lembram a minha infância.
Tenho intimidade com a fumaça dos carros por onde
eu pedia um troco.
que encontrei aquele olhar.
Sem pena, nem Indiferença.
Sem descaso, nem troco.
Levou minha infância e me deixou uma profissão.
Uma solução.
agora fartava em sedução.
agora com o desejo.
Agora ninfeta criada
Eu passei a ser disputada pelos marinheiros.
Desenhei peitos
Circulei coxas
Avermelhei bicos e bocas.
Contar sabores
Cobrar favores
Pegue nos meus poros
Arranque os meus suores
De presente (te dou) gemidos
Solicito velocidades
Seja rápido! Insisto
Tá chegando… não desista
Vai morrer…então morre!
Morreu?!
Morreu?!
Mooooooorrreu!!!!!!
Amor meu
Libere os Akués
Destranque as chaves de coxa
Me passe as águas de rosa
Atormente as dores da mata
Estridente criatura de farda
Não te aceitaria nem vestido de outros…
nem mesmo de ouros
Agora ninfeta criada
Eu passei a ser disputada pelos marinheiros.
Desenhei peitos
Circulei coxas
Avermelhei bicos e bocas.
Contar sabores
Cobrar favores
Pegue nos meus poros
Arranque os meus suores
De presente (te dou) gemidos
Solicito velocidades
Tá chegando… não desista
Vai morrer…então morre!
Morreu?!
Morreu?!
Mooooooorrreu!!!!!!
Amor meu
Libere os Akués
Destranque as chaves de coxa
Me passe as águas de rosa
Atormente as dores da mata
Estridente criatura de farda
Não te aceitaria nem vestido de outros…
nem mesmo de ouros