Na série LULU, o artista investiga sua relação com a moda a partir da venda de sua marca, tomando esse momento como ruptura e deslocamento de percurso. Em ressonância com a trajetória de Yves Saint Laurent — especialmente sua retirada — e sua parceria com Pierre Bergé, a série se constrói como reflexão sobre autoria, fim e reconfiguração do ofício e resulta no obra A FEIA LULU - Performance para teatro 2014. No campo extendido, a costura e a modelagem deixam de operar como técnicas de produção e passam a ser entendidas como práticas de pensamento. A moulage é apropriada como gesto performativo, inscrevendo o tempo e o corpo no fazer. Nesse processo, roupas preexistentes são deslocadas de sua função e reorganizadas como estruturas autônomas. Na série Re+Forma, a roupa deixa de vestir para ocupar o espaço — parede, mesa — afirmando-se como corpo, vestígio e linguagem. LULU marca a passagem da moda como sistema para a roupa como campo de enunciação.